Estilos de apego: seguro, ansioso, evitativo, amedrontado
O estilo de apego descreve o padrão em que você cai em torno de proximidade, confiança e distância nos relacionamentos. A pesquisa, que remonta a John Bowlby e Mary Ainsworth, agrupa em quatro estilos: seguro, ansioso, evitativo e amedrontado-evitativo. Quando Hazan e Shaver (1987) mediram esses estilos em adultos pela primeira vez, cerca de 56% eram seguros, 25% evitativos e 19% ansiosos — proporções que estudos posteriores em geral confirmaram. São padrões aprendidos, não traços fixos, e podem mudar com o tempo e entre relações.
Quais são os quatro estilos de apego?
Seguro consegue manter proximidade e também tolerar espaço; ansioso tende a precisar de reasseguramento; evitativo tende a manter distância; e amedrontado-evitativo oscila entre querer proximidade e recuar. A maioria é uma mistura que pende para um lado, e o seguro é o padrão mais comum.
O estilo de apego pode mudar?
Pode — o apego é moldado pela experiência, então relações seguras, autoconhecimento e às vezes terapia podem movê-lo rumo a mais segurança. Como escreveu Bowlby (1988), "todos nós, do berço ao túmulo, somos mais felizes quando a vida se organiza como uma série de excursões, longas ou curtas, a partir da base segura oferecida por nossas figuras de apego". É uma tendência com a qual se pode trabalhar, não um veredito.
Como o apego aparece nos relacionamentos?
Costuma surgir sob estresse: quem você procura, como lê o parceiro ficando quieto e com que rapidez assume que distância é perigo. Nomear o padrão facilita responder em vez de reagir.
Fontes
- Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss, Vol. 1: Attachment.
- Bowlby, J. (1988). A Secure Base: Parent-Child Attachment and Healthy Human Development.
- Ainsworth, M. D. S., et al. (1978). Patterns of Attachment.
- Hazan, C., & Shaver, P. (1987). Romantic love conceptualized as an attachment process. JPSP, 52(3).
Estes guias são para autoconhecimento e entretenimento — não são orientação médica, diagnóstico, tratamento ou previsão.